A apenas 15 minutos de barco do centro de Belém, a Ilha do Combú é um daqueles lugares que mostram como a Amazônia pode estar mais perto do que você imagina. Enquanto a capital paraense segue seu ritmo acelerado, do outro lado do Rio Guamá a floresta de várzea começa — e com ela, um ecossistema de rios, igarapés e comunidades ribeirinhas que vivem do açaí, do cacau e do extrativismo 1.

Uma Ilha, Muitas Experiências

A Ilha do Combú é a quarta maior entre as 39 ilhas da região insular de Belém, que representa 65% do território do município. Com cerca de 1.800 habitantes distribuídos em cinco comunidades ribeirinhas, a ilha é protegida pela APA do Arquipélago do Combu, criada em 1997 para preservar os recursos naturais e sustentar o modo de vida tradicional 1.

O nome “Combú” vem de uma árvore típica da região, o combuzeiro (Myrcia sp.), que dá nome também ao arquipélago.

Açaí do Pé para a Tigela

A economia da ilha gira em torno do açaí. As famílias ribeirinhas sobem nas palmeiras ao amanhecer, colhem os frutos e processam a polpa que abastece Belém diariamente. A diferença é que aqui você pode tomar o açaí recém-colhido e sem conservantes — uma experiência de sabor que não se encontra na cidade 2.

Além do açaí, a ilha produz cacau orgânico, cupuaçu e borracha, em um sistema agroflorestal que combina o extrativismo com o plantio sustentável.

Cacau e Chocolate Artesanal

A Ilha do Combú tem uma das experiências mais interessantes da região: a Fazenda de Cacau Combú, onde é possível conhecer todo o ciclo do chocolate — da semente à barra. O cacau produzido na ilha é orgânico e cultivado na sombra das árvores da várzea, um sistema que preserva a floresta em pé 2.

A Trilha do Cacau leva os visitantes por dentro da floresta de várzea, explicando o cultivo, a fermentação e a secagem das amêndoas.

Trilhas na Floresta Alagável

A várzea (floresta alagável) é o ecossistema dominante na ilha. Durante a cheia, os rios e igarapés sobem e a água entra na floresta, criando um cenário de tirar o fôlego — e um passeio de canoa inesquecível 3.

As trilhas principais incluem:

  • Trilha da Mata: Percurso seco pela floresta de várzea, observando aves, macacos e a vegetação típica
  • Trilha do Igarapé: Passeio de canoa pelos canais, passando por dentro da mata alagada
  • Trilha do Cacau: Visita guiada à plantação de cacau orgânico, com degustação de chocolate artesanal

Como Chegar

OrigemComoDuração
Belém (Estação das Docas)Barco15-20 min
Belém (Mercado Ver-o-Peso)Barco20-25 min

Os barcos partem da Estação das Docas ou do Mercado Ver-o-Peso em Belém. A travessia é rápida e o cenário da chegada — com a silhueta da floresta contrastando com os prédios de Belém ao fundo — já vale o passeio.

Melhor Época

EstaçãoMesesIdeal para
Seca (recomendada)Julho a novembroTrilhas a pé, menos mosquitos
CheiaDezembro a junhoPasseios de canoa na mata alagada

A melhor experiência é durante a cheia (janeiro a junho), quando a canoa entra na floresta. Mas a seca (julho a novembro) permite explorar melhor as trilhas a pé.

Dicas Práticas

  • Guia: Contrate um guia local na Associação de Turismo da Ilha do Combú (ATICOMBU) — eles organizam os roteiros
  • O que levar: Repelente (essencial!), protetor solar, chapéu, água, calçados que possam molhar
  • Comida: A ilha tem restaurantes rústicos que servem peixe frito, açaí e tacacá — delícias regionais
  • Tempo ideal: Meio dia é suficiente para a experiência básica. Quem quer fazer trilha e visitar a fazenda de cacau pode passar o dia inteiro

Para explorar mais do Pará, Alter do Chão (PA) oferece as famosas praias de rio no Tapajós, e a Ilha de Marajó (PA) é um mundo à parte com seus búfalos e cerâmica marajoara.

A Ilha do Combú é a prova de que a Amazônia não está longe — ela está ali, do outro lado do rio, esperando por quem quiser conhecê-la.


Este conteúdo foi produzido com auxílio de inteligência artificial e revisado por humanos.